And the winner is…


O MinC divulgou a diversificada lista dos 23 filmes brasileiros inscritos para representar o Brasil no Oscar 2011, categoria melhor filme estrangeiro.

Participe você também da votação pública que ajudará a Comissão na escolha do filme vencedor!

O resultado está previsto para dia 23 de setembro, na Cinemateca Brasileira, em Sampa.

Luto no cinema

Ator, diretor, roteirista e um dos maiores galãs que Hollywood já viu. Faleceu na última sexta-feira (26/9), vitíma de câncer, Paul Newman, o astro de filmes como Butch Cassidy and the Sundance Kid, ao lado de Robert Redford.

Mais uma grande perda para o cinema.

Cine Cult no shopping

da internet

Por: Maiara Bonfim

Sempre elogiados pela crítica, mas geralmente de público restrito, os filmes denominados cult costumam ser exibidos apenas em cinemas menores, como a Sala Alexandre Robato, Walter da Silveira, e naquelas pertencentes ao Grupo Sala de Arte. Certo? Errado! E é aí que está a novidade.

Representada em Salvador pelas salas no Salvador Shopping, a rede Cinemark exibe um filme de padrões estético-culturais relevantes por semana: é a Sessão Cine Cult. Essa é uma iniciativa do Cine Vídeo Educação em parceria com o Cinemark.

A promoção surge como forma de oferecer aos moradores da capital baiana uma programação alternativa, com a mesma qualidade de exibição dos cinemas da Rede Cinemark em todo o Brasil.

O objetivo é projetar o cinema nacional e estrangeiro de qualidade e com pouco espaço nos cinemas e na mídia. Na programação, filmes asiáticos, europeus, latino-americanos, além do cinema nacional de ficção e documental. A Sessão Cine Cult já acontece em onze cidades do Brasil.

Sessões diárias sempre às 15h10.

Ingressos: R$ 4.00 (inteira) e R$ 2,00 (meia)

Cine Cult Salvador no Orkut

Para lembrar sempre

O primeiro longa-metragem de Edgard Navarro recebeu sete prêmios no Festival de Brasília – entre eles o de melhor filme – e foi selecionado para dois festivais no exterior. Ainda assim, não foi muito assistido e para melhorar essa situação é lançado agora em DVD para todo mundo lembrar sempre que quiser.

do site oficial

 O longa “EU ME LEMBRO”, de Edgard Navarro, foi disponibilizado para a compra desde ontem, dia de São Jorge – o santo guerreiro – como faz questão de ressaltar o cineasta em e-mail enviado a uma lista virtual de discussão sobre cinema. A aquisição pode ser feita em lojas especializadas.

Propaganda de filme brasileiro só se for da Globo Filmes, recheado de atores globais. Produções baianas, essas aí nem têm espaço. A divulgação fica mesmo por conta do boca-boca e da internet – onde os espectadores clamam por informações. “Acho importante divulgar porque tem muita gente pelo Brasil afora que nem fica sabendo da existência dos filmes, pela falta de um sistema eficiente de divulgação em massa do produto, o que tem sido nosso calcanhar de Aquiles”, explica Navarro, desejando que agora a película possa ser vista por um maior número de pessoas.

NOVIDADE – Essa notícia vai agradar os fãs e estudiosos de cinema. Além do making of, e o conteúdo de praxe nos extras, como trilha sonora e entrevistas, o DVD possui ainda o roteiro do filme disponível para download em duas versões: antes e depois da realização do filme.

O FILME – “EU ME LEMBRO” narra a infância, a adolescência e as descobertas de Guiga, um rapaz nascido em Salvador, num típico lar católico de classe média, que vivencia o Brasil em transformação nos anos JK, a revolução sexual, a descoberta dos alucinógenos e os dias de chumbo da ditadura. O primeiro amor, as perdas pessoais, a dúvida sobre os horizontes profissionais e todos os desafios do seu particular e ao mesmo tempo coletivo processo de autoconhecimento e afirmação no mundo.

 
FICHA TÉCNICA
DVD: Eu me lembro
Produção: Truq Cine TV
Direção: Edgard Navarro
Distribuição: Videofilmes
Preço: R$49,90 (em média)

O nome dele não é Johnny

banner do filme

Mais um filme brasileiro. Mais um filme com Selton Mello. Mais um filme com atores globais. Mais um filme que fala sobre as drogas. Mais um filme baseado em fatos reais.

Com toda essa “igualdade” Meu nome não é Johnny traz novas perspectivas.

O traficante não é negro, não é órfão e não é pobre. A droga agora não está no morro. Não aparecem tantas armas. Não há crianças servindo ao tráfico. Não há quadrilha. Não há um cara que enriquece com a venda de drogas.

O longa conta a trajetória de João Estrella, um carioca sem limites que se tornou um grande traficante de cocaína da zona sul do Rio.

A história é recente e conhecida pela maioria dos espectadores que já viram o verdadeiro João por aí pela mídia dando entrevista e contando sobre as novas empreitadas com o lançamento de um CD de pop romântico. Saber mais ou menos como vai ser o final do filme não tira o mérito da produção. É a maneira como o filme é contado e também o trabalho de atores como Selton Mello e Cássia Kiss que abrilhantam o filme e estão levando o público aos cinemas.

Mais um filme brasileiro que acerta na medida.

Para quem não sabe, a história de João Estrella, antes do filme dirigido por Mauro Lima, já havia sido contada pelo jornalista Guilherme Fiúza no livro que leva o mesmo título do filme.

Confira ainda o making of!

O preço de uma verdade

cena do filmeo preço de uma verdade 

internetimagem internetO tema central do filme O Preço de Uma Verdade é baseado na irresponsabilidade jornalística praticada pela Rádio CBS, em 1938 em que foi transmitindo um fato fictício como sendo realidade.

O filme dirigido por Billy Ray trata de diversas questões sobre ética na imprensa através da história de um jornalista fraudulento (Stephen Glass) que passou a escrever para a revista The New Republic, e usou alguns atalhos para a fama: inventou fontes, acontecimentos, personagens e até mesmo histórias inteiras.

Por suas notícias serem inventadas, Glass era o único a cobrir tais eventos. Os editores das revistas concorrentes cobravam de seus repórteres que eles também estivessem cobrindo as mesmas matérias dadas por Glass. Foi este contexto que despertou em Adam Penenberg, da Forbes Digital o desejo de investigar os acontecimentos e chegar à conclusão de que as notícias eram forjadas.

Inevitavelmente o repórter Stephen Glass foi demitido e os seus trabalhos foram investigados, chegando-se à conclusão de que das 41 histórias publicadas nos três anos de atuação, 27 foram parcialmente ou integralmente inventadas.

O glamour que a profissão parece oferecer aos melhores profissionais da área provoca, em geral nos estudantes recém-formados, a vontade incessante de querer fazer sucesso. Para tanto, os profissionais precisam ter ética e responsabilidade jornalística, sabendo definir claramente qual o papel dele perante a sociedade. Ter certeza do fato, fazer uso de fontes seguras e publicar as notícias apenas depois de fazer as checagens necessárias são algumas das atitudes que devem ser tomadas pelos jornalistas que não desejam ter o mesmo fim que a personagem central do filme.

Acima da farsa está a capacidade de encontrar na realidade elementos suficientes para produzir boas matérias, capazes de agradar os leitores e levar o jornalista à fama. O filme portanto trás lições diversas para a compreensão do universo jornalístico e das atitudes que podem arruinar um profissional.

Cinema e jornalismo

 cena do filme

O filme dirigido por Alan Pakula não é simplesmente mais que um filme sobre jornalismo, mas sim, um retrato do jornalismo. Diferente da grande maioria dos filmes que envolvem a temática, “Todos os Homens do Presidente” não usa a história de um romance como um fio condutor. Pelo contrário, conta a história do maior escândalo acontecido nos Estados Unidos e a progressão das investigações feitas pelos jornalistas até a resolução do caso.

Durante o decurso das cenas, por conta da grandiosidade do caso Watergate, que ocorreu na década de 70, no mandato do presidente Richard Nixon, a dupla de jornalistas, Bob Woodward e Carl Bernstein, se depara com inúmeros impasses. Portanto vale à pena ser visto pelos estudantes de jornalismo que desejam uma injeção de ânimo, tendo em vista a dificuldade da aquisição de informações, a quantidade de fontes que fornecem dados, porém não autorizam a divulgação de seus nomes por conta do medo e a busca pela verdade.

A redação mostrada no filme é a original do jornal americano The Washinghton Post e as cenas que a possuem como parte integrante representam a rotina dos jornalistas: datilografar em máquinas, apurar fatos, investigar como detetives, buscar a notícia. A película não desvia do foco. Mostra cenas reais e históricas do evento, além de dicas preciosas sobre como se deve fazer um bom jornalismo. Outro elemento presente no longa é o etnocentrismo americano, concebido pela cena onde nenhum membro da redação sabe falar espanhol.

Baseado no livro de título homônimo mostra a seqüência de situações onde dois jornalistas escrevem juntos sobre um grande acontecimento, numa atmosfera extremamente competitiva. Ainda assim o importante não é como a história termina, pois todos já sabem, mas sim os mecanismos utilizados pelas personagens até desvendarem todos os fatos. Ou seja, o filme, através de seu roteiro, se configura muito mais como uma aula de jornalismo investigativo que como um objeto de entretenimento.