Arquivos para a Categoria ‘Uncategorized’

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Chuvas castigam Salvador

15 Junho, 2009

Foto arquivo A Tarde

Quem vive no nordeste brasileiro costuma pedir que a chuva venha para abrandar o calor e molhar as plantações. E ela geralmente vem no terceiro mês do ano: são as chamadas águas de março. Entretanto, em 2009, ocorreu um fenômeno atípico. Os baianos ficaram praticamente sem chuvas durante esse período. Já o mês de maio, foi marcado por muita chuva e ventos fortes. Salvador, capital da Bahia, revelou o lado frágil de uma cidade que não está preparada para enfrentar índices pluviométricos tão altos. Choveu muito mais do que o normal para esta época do ano, e as consequências foram lastimáveis.

A princípio, o trânsito ficou complicado. Em seguida, foram verificados congestionamentos intermináveis nas principais avenidas. Quedas de árvores anunciavam que a chuva não daria trégua. O clima de caos tomou conta da capital baiana. Os alagamentos nas principais ruas passaram a ser constantes. A situação foi agravada com os deslizamentos de terra e desabamentos de imóveis construídos em morros ou perto deles. Moradores passavam horas tentando recuperar objetos em meio aos escombros: perdas materiais. Pessoas foram arrastadas pela força das águas e seus corpos foram encontrados dias depois, a quilômetros de distância. Homens ficaram soterrados. Mortes: perdas irrecuperáveis.

Diante dos estragos, no começo do mês de maio, o governador da Bahia, Jaques Wagner, decretou estado de emergência em Salvador e cidades próximas. Desde o início das chuvas, quase 10 mil pessoas ficaram sem casa. Paredes racharam e tetos caíram, soterrando histórias, lembranças, brinquedos, livros, móveis e eletrodomésticos. Entre as vítimas do que pareceu um verdadeiro dilúvio, estão centenas de crianças. Agora, elas estão em novas moradas, em abrigos ou vivendo com parentes.

A prefeitura contribui com pouco. Uma espécie de ajuda para o aluguel de outro imóvel no valor de R$150. Com dificuldades, as famílias vitimadas tentam conseguir outro lugar para se abrigar.

Retomar a vida e reacender as chamas da esperança é o desafio que se coloca para o povo. Não bastasse a árdua vida, a tarefa agora é reconstruir a história com o que ficou debaixo dos escombros.

Em meio a tanto sofrimento, lições de solidariedade e de amor ao próximo são demonstradas através de gestos simples: colchões, lençóis, alimentos e roupas são partilhados entre vizinhos. Salvador, terra da alegria, se entristece e segue na espera ansiosa por dias melhores.

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Punhetinha seca ou molhada?

23 Abril, 2009

Calma aí! Não é nada disso que você está pensando. Perguntar se a punhetinha é seca ou molhada não se trata de uma pergunta indecente. Quer testar? Pergunte a uma baiana de acarajé autêntica quanto custa a punheta.

 

Seca quando é pura e molhada se estiver envolvida em açúcar e canela. Presente nos tradicionais tabuleiros da cidade, esse manjar é essencialmente feito de tapioca e coco.

Ninguém melhor que Jorge Amado (1912 – 2001) para exemplificar o uso dessa palavra. “Como é mesmo tia Romélia? E tu não sabe menina? Olha que tu sabe muito bem, o nome é punheta, bolinho de estudante é pronúncia de besta!”, assim  confirma o autor baiano no livro O Sumiço da Santa.

Punheta ou punhetinha, o termo foi utilizado por muito tempo para designar uma das mais saborosas iguarias baianas. O atual bolinho de estudante recebe esse nome devido aos ingredientes simples e de baixo custo.

O antropólogo Luís da Câmara Cascudo (1898 – 1986) relaciona o binômio estômago e sexo. Para ele, a fome e o amor governam o mundo. Essa seria uma possível explicação para o bolinho ser conhecido como punheta. E em seu livro História da Alimentação no Brasil ainda lembra que o sexo pode ser adiado, já a fome não.

Agora que você já conhece essa maravilha da culinária nordestina, confira a receita do quitute que seduziu até Tony Blair, ex-primeiro ministro da Inglaterra, em sua visita ao Brasil.

 

Punhetinha ou Bolinho de Estudante - Receita                                          

 

Ingredientes:

 

· 500g de tapioca de caroço + 50g para passar os bolinhos antes de fritar

· 2 cocos grandes (descascados)

· 1 colher (chá) de sal

· 1 xícara de açúcar

· 4 copos de água morna

· óleo

· açúcar e canela (opcional)

 

Modo de preparo:

 

Bata o coco no liquidificador com a água.

Coloque o coco batido em um recipiente e tempere com sal e açúcar.

Acrescente a tapioca de caroço e deixe inchar.

Molde os bolinhos e passe na tapioca de caroço seca.

Frite-os em óleo quente até ficarem dourados.

Não deixe de escorrê-los em papel absorvente.

Se desejar, passe-os em uma mistura de açúcar e canela.

 

Está pronto para servir. É tudo de bom!

 

*Texto meu, extraído (e adaptado) da Troupe em Revista de fevereiro de 2009.

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Ovos quebrados

25 Março, 2008
ovooooo.jpg

Pronto. Passou mais uma fase histérica do incentivo ao consumo. A Páscoa acabou e restaram apenas ovos quebrados em todas as lojas. Quer estejam nessas condições pela falta de cuidado no ato de manusear, quer pela maldade das pessoas; os preços são os mesmos. Nem mesmo um centavo a menos. Mas quem pagará aquele valor por uma pequena quantidade – estraçalhada – de chocolate por estar dentro de uma embalagem de ovo?

Aliás, quem ainda compra ovos de chocolate para comer e presentear no período da Páscoa, com os preços cada vez mais exorbitantes que eles apresentam? Quando comparados preço e quantidade dos ovos e das barras, ou até das caixas de chocolate percebemos quanta exploração há por conta de um símbolo inventado pela máquina do CONSUMISMO! Tudo bem, é possível entender aqueles que têm filhos pequenos, mas é importante já ir alertando…

Agora é esperar a decoração de São João e as novas propagandas que já estão a caminho, afinal, as compras não podem parar!

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Arrasta-pé em ritmo de axé

26 Fevereiro, 2008

montagem com logos
 

O clima do verão vai acabando e todos recomeçam suas atividades. Faculdade, cursos, trabalho. Nada de farras todos os dias até o amanhecer.

Já foi encerrada a temporada dos ensaios. As micaretas vão acalmando e ficando espaçadas. O axé vai, aos poucos, baixando o volume, apesar de nunca ser completamente desligado na terra da alegria momesca.

O ritmo vai mudando. Novos instrumentos vão sonorizando desde as casas de shows até os MP3 que fazem a cabeça da galera. Agora é a hora do forró entrar em cena, e assim começam as programações para a festa de São João. As excursões para os interiores baianos ganham espaço nas propagandas.

O detalhe é que a sanfona do fole furado do mestre Gonzagão, definitivamente, não é a atração arrasta-povo da juventude soteropolitana. É o axé que continua atraindo esse público. Nada de saias de chita ou calças quadriculadas cheias de remendos como pinta o estereótipo da festa. Isso tudo é trocado pelo já costumeiro abadá.

O Asa de Águia comanda o “Forró do Piu-Piu” em Amargosa; o Jammil é o destaque do “Forró do Sfrega”, em Senhor do Bonfim e no “Forró do Bosque”, em Cruz das Almas – cidade conhecida pela famosa guerra de espadas – a promessa da presença da banda Chiclete com Banana.

Quem deseja participar dessas festas fechadas deve estar disposto a pagar, em média, R$100 por cada dia; além das despesas com transporte, hospedagem e alimentação.

A peculiaridade são as vibrações emanadas pela festa junina, que modificam até o comportamento daqueles que de repente viram forrozeiros – axezeiros de plantão. No hit dos relacionamentos, nada de “a fila andou…”, ou “sou guerreiro, tô solteiro…”. Mesmo com a invasão do axé music, o friozinho do interior é propício para dançar coladinho. Sendo assim, começam a engatar (ou quem sabe reatar?) os namoros, talvez com a mesma agilidade com que terminaram semanas antes do carnaval.

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Ano Novo

4 Janeiro, 2008
Praia - SSA/BA
Que 2008 venha cheio de realizações,
De boas vibrações,
De boas notícias,
De novidades,
De surpresas,
De alegrias,
De Paz!
Beijos!!!
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Jornalistas e o maldito portunhol

5 Dezembro, 2007

“Espanhol é  fácil”, dizem por aí!

“Espanhol fluente”, faz questão de colocar no currículo!

E a prova disso são vídeos como esse, que apontam a necessidade, ou mais ainda, a urgência do investimento em cursos de idiomas por parte dos futuros jornalistas.

Ou talvez a luta pela inserção do ensino de espanhol nas matrizes curriculares das faculdades públicas e privadas do País.

Não podemos esquecer: estamos no Brasil, país latino-americano, localizado na América do Sul. O idioma espanhol está ao nosso redor. Nessa profissão, é possível que haja necessidade de entrevistar um estrangeiro, ou oportunidades de emprego em outros países podem surgir. E, além disso, já é fato (e contra fatos não há argumentos) que a leitura é indispensável para um comunicólogo. Precisamos buscar informações também em outros idiomas e não ficar à mercê das traduções. Os jornais on-line estão aí para isso, é só acessar e ler!

Não vamos passar vergonha como o nosso colega Iremar Lopes da CNT – Londrina (TV Tropical).

Um semestre de espanhol básico resolveria os problemas desse breve diálogo! Abaixo o “portunhol”! Vamos assumir que espanhol é outro idioma e correr atrás do prejuízo!

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Ambulantes em Salvador: a situação não muda

4 Dezembro, 2007

Ambulantes no centro de Salvador

 

 

Eles ocupam as calçadas e também parte das ruas. Assim, atrapalham a passagem dos transeuntes e automóveis, pois a região é de intensa circulação. A falta de infra-estrutura piora a situação. O movimento começa cedo, tem início às cinco da tarde, quando os vendedores chegam para a montagem dos pontos de venda. O gelo sai de graça, afinal é trazido de casa: água congelada em garrafas pet, posteriormente quebradas no chão ou degraus da escada que também é utilizada como banheiro público. Mas, quem se importa? Após algumas latinhas de cerveja, mais uma vez o senso de limpeza é esquecido, para deleite dos vendedores de churrasco, que sem qualquer norma de higiene, preparam atrativos espetos que serão consumidos.
 

“O pior de tudo é a sujeira que eles deixam”, afirma Elaine Simoni, 22 anos, moradora dos Barris. Já para os moradores de mais idade, o som alto ligado até tarde da noite e a fumaça dos “churrasquinhos” incomodam exaustivamente. “Chego a ligar para o Salvador Atende*, mas quase nunca o problema é resolvido”, conta Maria de Lourdes, 57 anos, aposentada.
 

É fato que os ambulantes atraem grande número de pessoas e movimentam a economia, contudo o ambiente não é adequado para a prática dessas atividades, já que não está fisicamente estruturado e acaba provocando transtornos para a população.

Serviço:

O Salvador Atende é uma ferramenta de comunicação entre o Cidadão e a Prefeitura Municipal do Salvador implantada com o objetivo principal de estimular a população para,  junto com a Prefeitura,  identificar e resolver os problemas de nossa Cidade, através de solicitações de serviços, envio de sugestões, reclamações e críticas. O órgão dispõe de atendimento via Call Center, que atende através do telefone 156.

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Áfricas no Vila

14 Novembro, 2007

 Teatro vila Velha

A peça infanto-juvenil Áfricas, encenada pelo Bando de Teatro Olodum, está em cartaz no Teatro Vila Velha e merece ser vista por jovens e adultos. 

As histórias da cultura da África e de outras Áfricas, como aquelas existentes no subúrbio de Salvador são contadas todos os sábados e domingos às 16 horas.

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Aquecimento global pauta debate

31 Outubro, 2007

III Conferência Jaime Wright 

A 3ª edição da Conferência Jaime Wright discutiu uma temática relevante para toda a população mundial: a questão do meio ambiente.

O tema discutido na última quinta-feira, 26/10/2007, foi o aquecimento global e o futuro do planeta. Composta por três palestrantes de diferentes partes do Brasil; de Brasília, Josana Lima, a representante do MMA; do Rio, Neilton Fidelis, do Ministério da Ciência e Tecnologia e para representar a Bahia, Sérgio Costa Pinto – superintendente do Ibama.

Confira o trecho de uma entrevista concedida, após a conferência, pelo Dr. Neilton Fidelis, que é assessor da Secretaria Executiva do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas (UFRJ) e representou o  IVIG - Instituto Virtual Internacional de Mudanças Globais.

 

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Hispanidade para os brasileiros

10 Outubro, 2007

hispanidade 

O dia da Hispanidade ou Festa Nacional da Espanha é comemorado no dia 12 de outubro. Nesta data é feriado na Espanha e em vários países da América Latina, incluindo Cuba.

Atualmente, no Brasil (onde se festeja na mesma data o dia de Nossa Senhora Aparecida e o dia das crianças – este fortemente explorado pelo comércio) ocorrem poucas manifestações relacionadas ao episódio, com raras exceções, como o município de Santos.

Contudo, estima-se que dentro de poucos anos os brasileiros passem a festejar essa data com mais força. O fato é que a lei n° 11.161/05 obriga o oferecimento do idioma espanhol pelas instituições de ensino públicas e particulares como disciplina optativa para jovens do ensino médio. E pela lei, as escolas do Brasil têm até 2010 para ajustar seus currículos à inclusão da língua espanhola.

Além do Dia da Hispanidade, comemora-se também no dia 12 o “descobrimento” da América, que está completando 515 anos. Foi nesta mesma data no ano de 1492 que o navegador genovês Cristóvão Colombo chegou ao arquipélago de Bahamas, próximo a América Central.
 

 Saiba mais sobre o assunto:

* Aprende Brasil

* Comemoração em Santos- SP

* Debate em Cuba

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Medo: uma ciranda sem fim

2 Outubro, 2007

Ciranda do Medo, peça teatral infanto-juvenil atualmente em cartaz no Teatro Vila Velha, aponta o fato de o medo ser um sentimento que produz ciclos viciosos que estão presentes na vida de todas as pessoas, através de uma espécie de fábula, com mais de 30 crianças em cena.

 

Pragmaticamente o ser humano está sempre cercado por seus medos: medo do escuro, medo de altura, medo da mentira, medo da verdade, medo de avião, medo da violência, medo do bandido, medo da polícia, medo da solidão, medo da multidão, medo de não casar, medo de perder o emprego, medo do governo, medo da morte, medo da vida…

 

Para a psicologia, essa formação provém do período da  infância. Os meios de comunicação são capazes de inferir na concepção do imaginário infantil coletivo, disseminando o medo sob diversas formas. São divulgadas, através da mídia, apreciações fundamentadas na violência e na propagação de conceitos que são refletidas  no comportamento das crianças.

 

O medo infantil, tende a desaparecer com o tempo, contudo, quando em proporções exageradas, podem perdurar até a maturidade, evoluindo para uma fobia. Esses medos não são fruto, necessariamente de uma vivência, mas da observação. Por isso os meios de comunicação possuem grandes chances de influenciar crianças, criando e ampliando seus medos.

 

Confira também:

Apenas dois medos nascem com a gente

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Vestindo a camisa

25 Setembro, 2007

cartaz do filme

 “Argumente bem e nunca estará errado”, “Não é preciso convencer seu opositor, e sim o público”, essas são algumas das mensagens transmitidas pelo filme Obrigado por fumar, dirigido por Jason Reitman. Estratégias de assessoria de imprensa mais uma vez podem ser conferidas na telona. Vestir a camisa, “vender” uma boa imagem e defender seus interesses são os fundamentos básicos para quem deseja ser o porta-voz de qualquer empresa. O problema é quando a empresa na qual você trabalha prejudica diretamente a vida das pessoas, como a indústria das armas, a indústria do álcool ou a do cigarro.

Nesse contexto, a oposição feita é: fidelidade à empresa versus a responsabilidade social. Onde se localizar e como se comportar para obter êxito profissional e, ao mesmo tempo, não sentir-se culpado?

A falta de ética de Nick Naylor, personagem principal do longa,  que é um lobista,  entra em conflito na trama quando o assunto é sua imagem pessoal diante do filho de 12 anos. Em seu desafiador trabalho, precisa articular argumentos para a mídia, defendendo publicamente a indústria do tabaco, e em algumas lições explica a seu filho como desempenha sua profissão. Define-se como “um mediador entre dois setores da sociedade que querem entrar em acordo”, e diferencia os conceitos de argumentação e negociação; ressaltando sempre que não precisa ser o melhor, mas ter boa propaganda (que faz parte da comunicação empresarial).

A manipulação é a principal arma utilizada por um relações públicas. No filme, o lobista é um capitalista incansável que precisa impedir medidas anti-tabagistas, propostas por um senador, que visam diminuir o consumo do cigarro estampando indicativos de veneno nas embalagens. Ele influencia a tomada de decisão pública e o faz de maneira tão convincente que, mesmo defendendo uma empresa que através do seu produto mata 5 milhões de pessoas por ano, consegue cativar os telespectadores.  

 Confira também:

Causo de um lobista!

Thank you for smoking

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Direitos dele… Ou dela

11 Setembro, 2007

Para a psiquiatria: transexualismo, uma doença (CID-10) denominada de transtornos de personalidade da identidade sexual. Para a ciência: neurodiscordância de gênero, uma questão neurológica que envolve um transtorno na identidade de gênero.

De acordo com o médico Luiz Salvador, membro do Conselho Federal de Medicina (CFM), na espécie humana, é impossível transformar um macho em fêmea ou vice-versa. No caso o que ocorre é a mudança do gênero (masculino–feminino) para adequá-lo à identidade psicossexual da pessoa e de ajustar o corpo àquela identidade civil. 

O fato é que na esfera jurídica, baseado no artigo 5º da Constituição Federal, entende-se que é livre a orientação sexual dos brasileiros. O artigo 199 menciona que: “…A lei disporá sobre as condições e os requisitos que facilitem a remoção de órgãos, tecidos e substâncias humanas para fins de transplante, pesquisa e tratamento…”.

A Legislação Brasileira  permite implicitamente a prática da cirurgia transgenital, bem como ser perfeitamente possível retificação do nome e do sexo do interessado. “Será admitida a mudança do prenome mediante autorização judicial, nos casos em que o requerente tenha se submetido a intervenção cirúrgica destinada a alterar o sexo originário.”

A questão jurídica implica em diversas esferas da vida das pessoas que passam pela mudança de gênero. A mudança do nome pode trazer consigo agravantes em relação a casamento, herança, entre outros.

Para a realização de procedimentos de transgenitalização e outras intervenções, o Conselho determina um período de dois anos de acompanhamento psicológico, clínico e de assistência social para todo os candidatos. Além disso, é necessário ter mais de 21 anos e um diagnóstico de transexualismo que exclua outros transtornos de personalidade.

Para o Ministério Público Federal, que moveu uma ação contra a União, possibilitar a cirurgia para transexuais pelo SUS é um direito constitucional, que abrange princípios do respeito à dignidade humana, à igualdade, à intimidade, à vida privada e à saúde.

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Sem preconceito

4 Setembro, 2007

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Próximo dia 9, logo após o feriado nacional de 7 de setembro, acontece o ápice da festa GLS no estado: a Sexta Parada Gay da Bahia.

De acordo com o GGB a cidade soteropolitana receberá 900 mil visitantes no fim de semana do feriadão e, portanto terá chances de bater recordes, mais uma vez, em relação aos anos anteriores.

No bairro do Garcia, próximo ao local onde acontece a parada, localiza-se o Beco dos Artistas, que durante o ano inteiro abriga a festa do público GLS. A viela é um antigo reduto dos artistas e intelectuais de Salvador. Com mais de quarenta anos de funcionamento, hoje se amplia a todos os tipos de público. O Beco dos Artistas, além de entreter, se firma, também, como um espaço alternativo onde são feitas campanhas pela luta contra a homofobia.

A liberdade que o ambiente oferece na hora de paquerar é um dos motivos que o consagra como um dos principais points gays da cidade. “Ficamos à vontade. Tem barzinho para namorar, para dançar e para conversar. A localização conta também. Outros locais ficam mais distantes e são mais caros.”, comenta Danielle Araújo, 27, freqüentadora do local. Contudo, apesar dessa “liberdade”, nos sentimos como se o ambiente forçasse um “apartheid de opção sexual” afirma, já que não são vistos muitos heterossexuais solteiros se divertindo no beco.

A população heterossexual conservadora é resistente ao B.A., como é conhecido o local pelos freqüentadores, mesmo com tantos anos de funcionamento e das lutas contra a homofobia. Ailton Rodrigues, proprietário de um dos bares, conta que ainda hoje são comuns ações contra o funcionamento do Beco dos Artistas, por ser um reduto gay. “Tivemos que colocar uma espécie de cortina no teto, pois jogam pedras aqui”, relata.

O maior atrativo do B.A.é uma boate que cobra uma taxa simbólica entre um e três reais, a depender do horário de entrada. É mais uma opção de entretenimento para quem vem ao Beco. Com direito a go-go boys, go-go girls e performances de drag queens. A concorrência entre os bares faz do lugar palco de boas ofertas a baixo custo e variedades. Os donos dos estabelecimentos apostam nos bons serviços oferecidos, em ambientes agradáveis e shows, além disso, não são cobradas consumações mínimas.

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Estação da Lapa em conserto e concerto

27 Agosto, 2007

Estação da Lapa (27/08/2007)

A Estação da Lapa de Salvador está passando por novas obras. É possível encontrar uma placa indicando a natureza da reforma: DESOBSTRUÇÃO DE MICRO DRENAGEM.


O som provocado pelos equipamentos que são utilizados para o “conserto” no terminal da Lapa estão gerando outro tipo de “concerto”. O trabalho começa logo cedo e vai até o pôr-do-sol. Acontece, inclusive, aos domingos. São horas e mais horas ininterruptas de muito barulho que ampliam consideravelmente a poluição sonora (que já não é pouca) no local.
Uma britadeira, como a que está sendo usada na obra, produz um ruído em torno de 100 decibéis, e de acordo com a OMS, o nível de ruído recomendável para a audição é de até 50 decibéis (dB). Aliado ao barulho emitido pelos ônibus, apitos, buzinas, vendedores ambulantes e uma escavadeira, as obras na Estação estão causando transtornos para os passageiros que têm a Lapa como opção de transbordo, além estarem incomodando os comerciantes e os residentes da vizinhança durante todo o dia.
A exposição por muito tempo a altos volumes não causa somente o incômodo, mas configura-se como uma questão ainda mais séria. De acordo com o site do Senado Federal os efeitos negativos da poluição sonora nos seres humanos são:
 
• distúrbios do sono
• estresse
• perda da capacidade auditiva
• alteração do humor
• irritabilidade
• aumento da freqüência cardíaca
• surdez
• zumbido no ouvido
• distúrbios digestivos
• falta de concentração
• pressão alta
• dor de cabeça
• fadiga
• alergias
 

Confira aqui mais exemplos de ruídos comuns medidos em decibéis.

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Ó paí ó os evangélicos…

4 Agosto, 2007

Luciana Souza

O filme Ó paí ó, da diretora Monique Gardenberg, que estreou no cinema no dia 30 de março de 2007, baseado na peça homônima encenada pelo Bando de Teatro Olodum expõe uma área pobre, que não está nas imagens dos cartões-postais da cidade (mas por trás deles), nem tampouco aparece na televisão.

O longa apresenta uma forte mensagem social: o crime cultural, onde evangélicos se utilizam da ignorância do povo para tentar acabar com as expressões da religião africana, o candomblé.

Confira aqui o que disse Arnaldo Jabor sobre o filme, aproveitando para “xoxar” os evangélicos!

São inúmeras igrejas evangélicas pregando conceitos inadequados e manipulando as mentes dos seus fiéis. Ainda estão usurpando dinheiro dos praticantes.

É uma engrenagem para produzir lucroooooo!

 

Ah! Veja também o video do  pastor Edir Macedo ensinando a fazer ”grandes negócios” nas igrejas (leia-se tirar dinheiro do povo)…  

 

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ENCONTRO

26 Julho, 2007

imagem de autor desconhecido

No instante em que te vi pela primeira vez

Não sei… Não tem explicação…

Já não pude mais acreditar na solidão

Seu olhar no meu

Meu olhar no seu

Coração

Encontros, desencontros…Verdade!

Hoje, amanhã… Saudade!

Onde está você?

Não me deixe aqui

Partir?

Eu, Você… Por quê?

Não posso te perder.

Agora, justo agora, que te encontrei…

E sei que é você.

 

 

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Suicídio Afetivo

8 Julho, 2007

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No livro Mamíferos, de Pierre Mérot (tradução de Eduardo Brandão), que estava olhando essa semana, mas não tive paciência de ir até o fim, li sobre a existência do suicídio afetivo…

Talvez eu já tenha vivido isso, ou você, não sei! Mas… Sabe quando vc se depara com uma frase que lhe soa tão bem que vc faz questão de sublinhar no seu exemplar? Foi exatamente isso que me aconteceu.

Segue o trecho que foi irresistivelmente sublinhado por mim:

“O suicídio afetivo consiste, pois, em ficar por muito tempo com um ser que nos dá pouquíssima satisfação”

Como somos capazes de aceitar tamanha idiotice de ficar ao lado de quem não gosta, ou que gosta mas a outra parte não gosta?

É… Para mim só há essa opção para que o resultado seja “pouquíssima satisfação”: estar com outra pessoa, sendo que vc ou ela não esteja afim do relacionamento. Leia-se não gostar mais.

Sempre digo às minhas amigas e a mim mesma que só vale à pena manter um relacionamento se vc tem mais momentos bons que momentos ruins. Ou seja, se vc está mais triste que feliz… Hora de dar um basta!

Uauuuuu! Estou me sentindo quase uma conselheira amorosa! hahaha

Melhor parar por aqui…

Um beijo!

E nada de suicídios afetivos, ok?!

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Puxaaaa… Já?!

6 Junho, 2007

 

Ó paí ó! Perdi a graça! Esta foi a décima pessoa que convidei para ir ao cinema comigo este final de semana. Todos já haviam assistido ao bendito filme. Eu desisto.  Será que sou eu que não estou acompanho a rapidez com que as coisas se propagam hoje em dia? Estarei ficando velha? Não pode ser! 

O pior de tudo é que odeio ir ao cinema sozinha. Acho tão chato. Parece coisa daquelas solteironas que vão à caça desesperadamente ou então coisa de seres que não conseguem viver em sociedade e fazer amigos. Me acho tão sociável… 

O que fizeram com o encanto das estréias? Como ficarão as tardes de domingo que não costumam ter nenhuma graça? Assistir o filme que acabou de ser lançado em casa é matar todo o encanto da sétima arte. Eu não admito! E, além disso, minhas quatorze polegadas não conseguem me envolver como fazem as telonas. Ali sim. Me sinto dentro da película. Sou mocinha, sou bandida! 

De quem é a culpa? Difícil responder. Mas eu preciso responsabilizar alguém por essa atrocidade. Quero uma indenização pela perda do meu lazer. Eu mereço!  

Serão os cambistas os culpados? Não posso fazer isso com eles. Estão tentando ganhar dinheiro, só isso. E essa foi a melhor oportunidade. Fora isso, ainda precisam escapar da chegada do rapa. 

Já sei: os donos dos cinemas. Só podem ser eles que cobram os olhos da cara por duas horas de reprodução, em uma sala sem luz, que nem todo mundo pode pagar. Comprando um dvd pirata paga-se muito menos que um bilhete de entrada no Mutiplex e toda a família se diverte. Mas eles também estão trabalhando, além de se sentirem tão lesados quanto eu. E há quem possa pagar pelo luxo do shopping. 

Ah! Agora descobri. A culpa é dos meus amigos. Tolos. Não sabem o tanto de emoção que estão perdendo ao comprar esses filmes para assistir
em casa. Garanto que eles não fazem nem pipoca. Nem fecham as cortinas para não deixar que a luz entre. Pudera! Depois não venham me dizer que o filme não presta!

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Amarga despedida

13 Maio, 2007

Por que despedidas têm que ser tão tristes?

A luz apagou, a cortina fechou…

Encerra aqui mais um capítulo da sua vida!

Virão outros, não necessariamente menos belos, mas todos com uma ponta de tristeza do ponto de vista do meu coração. Isso não posso evitar.

Eu fico aqui na página virada, encoberta. Mas nunca esqueça do pedaço do meu coração que levou contigo!

As lágrimas são de tristeza, mas também de profunda alegria.

É ambíguo o que sinto. Nem mesmo eu posso entender.

Feliz?

Muito! Por saber que outras pessoas poderão ver sua estrela brilhar e se encantarão como aconteceu comigo um dia.

Triste?

Sim. Negar esse sentimento fere minha alma, meu ser.

Torço pelo seu sucesso e acima de tudo sua FELICIDADE.

Quero ver seu sorriso sempre brilhando e iluminando quem possa te rodear!

Torço simplesmente por você.

Minha dor, que aqui fica não diminui por isso.

Mas estou certa que você merece… Aliás… Merece muito mais… Nem com todo meu amor… Acho que não posso imaginar!

Com você aprendi outras coisas que a vida ainda não havia mostrado.

E hoje sabe que tem uma missão. Irá cumpri-la para que quando volte possamos rir das lágrimas de um nobre sentimento chamado saudade!

“Amo-te!”

 Eternamente e independente de barreiras físicas ou espaciais. Nem o tempo será capaz de apagar! AMIZADE. Sentir é muito mais fácil que explicar!

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Poetas enfrentam dificuldades com divulgação

6 Abril, 2007

Os poetas clamam pela poesia “nos lares, nos bares, em todos os lugares”. No Bêco de Rosália, point boêmio dos intelectuais localizado no bairro dos Barris, em Salvador, encontros entre escritores são regados a recitais que encantam o ambiente.

 

Douglas de Almeida, poeta e também diretor da Biblioteca Betty Coelho, participa dos recitais e explica que usar a oralidade é uma estratégia para divulgar o trabalho. Ele aponta dois graves problemas relativos à propagação da poesia – o mercado e as castas formadas no meio literário.

 

Com relação ao mercado, segundo a Câmara Brasileira do Livro, enquanto em países como a França as pessoas lêem, em média, sete livros por ano, no Brasil esse número não chega a dois. Além do baixo nível de leitura, em todo o país são apenas 700 livrarias. Ou seja, existem mais livrarias
em Buenos Aires que no Brasil inteiro.

 

As castas, às quais se refere Douglas, funcionam como forma de hierarquizar rigidamente os poetas. Assim, muitos talentos não encontram espaço para divulgar seus trabalhos, a exemplo de Abdon Mendes, de 25 anos que é estudante do curso de Letras e escreve poesias desde os 15, quando ainda estava no ensino fundamental. Não tem livro publicado, mas já possui cerca de 800 poemas. “Não digo precisamente, pois poesia não pertence às ciências exatas”, brinca o jovem poeta.

 

Em contrapartida, grupos fechados que envolvem os escritores já consagrados, conseguem financiamentos junto às Secretarias do Ministério da Cultura e continuam pertencendo à classe que se considera dona da arte de escrever poesias. “Não me iludo com expectativas dantescas”, reflete Abdon sobre perspectivas de publicação.

 

Douglas de Almeida acredita seja necessária uma mudança no cenário literário do nosso país, “É preciso reconhecer que a arte é para todos, democratizá-la. A arte é inerente à classe social.”.

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Carnaval

22 Fevereiro, 2007

Chegou ao fim mais uma grande festa em que não só Salvador pára, mas o mundo todo!

Para minha cidade, seis dias de folia e mais um de arrastão… Em pouco tempo acho que o carnaval vai durar todo o mês de fevereiro. Será?

Olhar atento a todos os lances. Tive a oportunidade de conversar com representantes de várias regiões brasileiras, sotaques diversos, rostos infinitamente diferentes… Anônimos e famosos, na diversidade das suas características buscavam exclusivamente a diversão. (Ou a promoção? Fica a dúvida!).

Mas não vamos achar que nestes dias de folia as pessoas pararam de pensar. Muita gente desenvolve trabalhos interessantes nesse período. Contatos são feitos, cartões trocados e quem sabe alianças bem-sucedidas que não vão esperar o próximo carnaval.

As cordas ainda resistem, os cordeiros não deixam a massa aproximar-se da elite. Não há camarotes e carros de apoio para todos. Fica a promessa de melhorar o carnaval nos bairros e ampliar a quantidade de camarotes (leia arquibancadas) populares.

Enquanto não chega a próxima edição da maior festa de rua do planeta, vamos voltar à vida real, sem o Asa, Jammil, Ivete, Chiclete, mas com muitos Babados!Bjos!  

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Atrocidades

10 Fevereiro, 2007

É com muita dor que começo a escrever hoje.

Gostaria realmente de saber o que está havendo com o mundo. Meu Deus! Sim, deixem que eu chame ou clame por Deus, pois já não tenho forças em meu próprio nome. Que impulso é este que toma conta das mentes humanas e faz com que barbaridades como o caso do garoto Diego Nascimento Silva aconteçam.

Não posso deixar de comentar que diante de crimes desta natureza, muitos logo comentariam que o tal garoto merecia uma pena de morte e se possível igualzinha. Mas nunca levamos em consideração se o  “bandido” fosse alguém da nossa família. Pediríamos por proteção? O pai de Diego demonstrou ser alguém que ainda acredita na justiça e ajudou a encontrar seu próprio filho.

São fatos desse nível que nos fazem pensar muito antes de colocar um filho no mundo ou em escala menor, em colocar os pés fora de casa nos dias de hoje. Podemos a qualquer momento nos deparar com pessoas capazes de tamanha tirania.

Mas não podemos deixar de viver. E é nosso dever refletir sobre essas questões. Não vamos deixar o esquecimento tomar conta. Discutir, questionar para quem sabe encontrar, não digo soluções, mas ao menos explicações mais coerentes. 

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Internetês

8 Fevereiro, 2007

“Vc deve tah ligadu na nova forma de comunicação da galera! Vixiii… Naum tah entendendu nda? Aff! Tem q se ligar urgente pq td agora iskrevi axim”.

É o que se pode chamar de dialeto. Uma variação do português que é utilizada pelos jovens internautas. Não exige curso especial, e sem dúvida as pessoas que não fazem parte da tribo apresentam, muitas vezes, sérias dificuldades de compreensão e ficam sem entender as mensagens dos companheiros.

Nos e-mails, salas de bate-papo e blogs, o internetês já tomou conta. Os usuários não têm preocupação com a gramática ou ortografia. Acento é coisa rara na “net” (apelido carinhoso da internet) e a pontuação também não tem mais tanta relevância.

Muitos vocábulos possuem variantes inúmeras. Para mandar um beijo é comum ver diversas formas de escrita: bjo, bjoka, bjaum, bjux, bjú, bjim ou a seqüência [:*]. Em nome da praticidade associada à internet, palavras ou expressões são encurtadas, como por exemplo: porque transformou-se em “pq” e final de semana virou simplesmente “finde” ou “fds”.

Quem está ingressando no mundo virtual deve ficar atento às características do internetês. A oralidade exerce forte influência, É comum, por exemplo, a substituição da vogal O pela U no final das palavras, como em “comendu”, “dormindu”, “vamu”; e a troca do CA ou QU por uma K: kra, ksa, kero, aki. Já a letra H funciona como um acento agudo: ateh, tah, jah.

O domínio da técnica vem somente com a prática e o uso da imaginação. O treino da nova forma de escrita permite que todos façam uso do internetês. Sabendo que informática está em alta na contemporaneidade e essa é a realidade dos textos lançados na rede, “tvz daki a poko vc precise add o internetês ao seu currículo”.

“Fike tranqüilo, pq o processo de aprendizagem lingüística é cumulativo, ou seja, ninguém vai eskecer o bom português”.

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Verdade. Ah, como dói!

30 Janeiro, 2007

Acordei com um pensamento fixo, mas tão fixo que arriscaria qualificá-lo como digno de uma psicótica, com base nas minhas remotas aulas de psicologia e conscienciologia.

Passaria aquela segunda-feira inteira só falando a verdade. Segunda-feira sim. Não poderia ser outro dia. Pior que ela (fogem a esta regra apenas aquelas em que temos um bom incentivo para viver) só mesmo domingo à tarde, em que reina o mesmo silêncio que serve de prenúncio das grandes tempestades.

Nas relações interpessoais tudo começa com um “Bom dia!” acrescido de “Tudo bem?”, que eu respondo prontamente sem tirar meus óculos escuros e sem medir a estranheza que poderia causar.

- Tudo péssimo. Tive uma noite terrível e quase não dormi. Despertei com o som do meu vizinho que reproduzia, em altíssimo volume, um cd pirata de arrocha do pior nível e ainda deparei-me com uma enorme espinha na ponta do nariz que fui obrigada a esconder com este ridículo band-aid – infantil- o último da caixa do meu irmão caçula.

Aquilo causou, digamos que, um pouco de repulsa, e talvez por isso não tive resposta. Ou será que simplesmente meu ilustre colega de sala achou que eu respondi o cotidiano, “Tudo bem!” que funciona em qualquer ocasião? Fico ainda na dúvida. A mecanização pode já ter afetado seu cérebro.

A situação se agravou quando veio a professora. Havia passado um texto de dez páginas, com o qual havia perdido meu precioso tempo lendo, em lugar de destiná-lo à leitura do tão criticado pelos intelectualóides, Paulo Coelho, que eu considero muito mais interessante. Por ironia do destino ela resolveu perguntar o que havíamos achado do maldito texto e eu tive de manifestar minha opinião. Dois ou três outros já haviam respondido exatamente aquilo que a mestra gostaria de ouvir. Ela não se deu por feliz e voltou-se para mim. Não fiz o mesmo. Não tinha a mesma opinião que eles. Defini o texto como chato, irritante, tacanho, de visão curta, entre outros belos adjetivos. Nem pensei que aquilo pudesse afetar minha passagem para o próximo semestre. Teria que me garantir caso fosse necessário.

No decorrer do dia apenas tive situações mais e mais complicadas.

Sabe a tia gorda existente em toda família? Justo hoje resolveu nos visitar. Vem com aquele papo de que está investindo em uma nova dieta e pergunta, justo a quem, se acha que ela está mais magra? A mim. Só poderia ser. Fui mais uma vez bem verdadeira e expliquei que diante de tanta gordura não poderia identificar os 500 gramas perdidos. Pela cara que fez, acho que não gostou. Então para que a pergunta? Apenas para se enganar? Ah! Não admito mais isso.

Saí daquele ambiente hostil e fui para o computador. Por fim conclui que se não podia manter uma conversa fundamentada na verdade nem com nossos parentes, muito pior seria no universo virtual, onde o grau de mentira é elevado ao extremo por conta da impessoalidade. Torna-se ainda mais fácil para eles e difícil para mim. Não tolero, não hoje.Veio a noite e me levou para fora de casa. Tinha um compromisso, digo, mais especificamente um encontro. Estava marcado há séculos e não pude deixar de ir, mesmo com receio das conseqüências da minha súbita mania de verdade.A conversa estava a cada instante mais séria. Não era legal de minha parte ser tão verdade e razão com aquele garoto passional que desejava ouvir juras que não sairiam da minha boca. Vinha dele um sentimentalismo tão forte e repleto de promessas tolas, que não pude suportar. Chegou uma hora que tive de dizer adeus.

Voltei para casa. Não dava para conversar com mais ninguém. Eu havia chegado ao limite. Limite da verdade. Não era possível manter um diálogo, pois as pessoas se machucavam. O mundo quer ouvir mentiras ou no máximo, meias verdades. Descobri isso hoje. E juro daqui em diante nunca mais falar somente a verdade. Aprendi a mentir para fazer feliz. Talvez esteja imprimindo aqui a minha primeira dose de mentira consciente.

 Print da página da F2J

Essa crônica me deu o segundo lugar do I Concurso de Crônicas Jornalísticas promovido pela F2J!

Confira aqui os textos da 1ª e  3ª colocadas.