
O preço de uma verdade
5 Dezembro, 2007
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O tema central do filme O Preço de Uma Verdade é baseado na irresponsabilidade jornalística praticada pela Rádio CBS, em 1938 em que foi transmitindo um fato fictício como sendo realidade.
O filme dirigido por Billy Ray trata de diversas questões sobre ética na imprensa através da história de um jornalista fraudulento (Stephen Glass) que passou a escrever para a revista The New Republic, e usou alguns atalhos para a fama: inventou fontes, acontecimentos, personagens e até mesmo histórias inteiras.
Por suas notícias serem inventadas, Glass era o único a cobrir tais eventos. Os editores das revistas concorrentes cobravam de seus repórteres que eles também estivessem cobrindo as mesmas matérias dadas por Glass. Foi este contexto que despertou em Adam Penenberg, da Forbes Digital o desejo de investigar os acontecimentos e chegar à conclusão de que as notícias eram forjadas.
Inevitavelmente o repórter Stephen Glass foi demitido e os seus trabalhos foram investigados, chegando-se à conclusão de que das 41 histórias publicadas nos três anos de atuação, 27 foram parcialmente ou integralmente inventadas.
O glamour que a profissão parece oferecer aos melhores profissionais da área provoca, em geral nos estudantes recém-formados, a vontade incessante de querer fazer sucesso. Para tanto, os profissionais precisam ter ética e responsabilidade jornalística, sabendo definir claramente qual o papel dele perante a sociedade. Ter certeza do fato, fazer uso de fontes seguras e publicar as notícias apenas depois de fazer as checagens necessárias são algumas das atitudes que devem ser tomadas pelos jornalistas que não desejam ter o mesmo fim que a personagem central do filme.
Acima da farsa está a capacidade de encontrar na realidade elementos suficientes para produzir boas matérias, capazes de agradar os leitores e levar o jornalista à fama. O filme portanto trás lições diversas para a compreensão do universo jornalístico e das atitudes que podem arruinar um profissional.
Esse filme é bala.
É tudo que não devemos fazer.
Muito construtivo.
Uma ótima dica para quem estuda ou se interessa pela área jornalística.
Beijo, Mai.
Esvaiu-se no esquecimento
Que do ventre injusto da tirania
Nasceu a Globo que nos bestifica
E o golpe bruto que lhe desnatura
Do jornalismo se fez política.
Assim foi feito o poder que emana
E pelo povo sempre toma decisão
Ditando regras impondo condutas
Pela força da comunicação