Arquivos para Dezembro 5th, 2007

h1

Jornalistas e o maldito portunhol

5 Dezembro, 2007

“Espanhol é  fácil”, dizem por aí!

“Espanhol fluente”, faz questão de colocar no currículo!

E a prova disso são vídeos como esse, que apontam a necessidade, ou mais ainda, a urgência do investimento em cursos de idiomas por parte dos futuros jornalistas.

Ou talvez a luta pela inserção do ensino de espanhol nas matrizes curriculares das faculdades públicas e privadas do País.

Não podemos esquecer: estamos no Brasil, país latino-americano, localizado na América do Sul. O idioma espanhol está ao nosso redor. Nessa profissão, é possível que haja necessidade de entrevistar um estrangeiro, ou oportunidades de emprego em outros países podem surgir. E, além disso, já é fato (e contra fatos não há argumentos) que a leitura é indispensável para um comunicólogo. Precisamos buscar informações também em outros idiomas e não ficar à mercê das traduções. Os jornais on-line estão aí para isso, é só acessar e ler!

Não vamos passar vergonha como o nosso colega Iremar Lopes da CNT – Londrina (TV Tropical).

Um semestre de espanhol básico resolveria os problemas desse breve diálogo! Abaixo o “portunhol”! Vamos assumir que espanhol é outro idioma e correr atrás do prejuízo!

h1

O preço de uma verdade

5 Dezembro, 2007

cena do filmeo preço de uma verdade 

internetimagem internetO tema central do filme O Preço de Uma Verdade é baseado na irresponsabilidade jornalística praticada pela Rádio CBS, em 1938 em que foi transmitindo um fato fictício como sendo realidade.

O filme dirigido por Billy Ray trata de diversas questões sobre ética na imprensa através da história de um jornalista fraudulento (Stephen Glass) que passou a escrever para a revista The New Republic, e usou alguns atalhos para a fama: inventou fontes, acontecimentos, personagens e até mesmo histórias inteiras.

Por suas notícias serem inventadas, Glass era o único a cobrir tais eventos. Os editores das revistas concorrentes cobravam de seus repórteres que eles também estivessem cobrindo as mesmas matérias dadas por Glass. Foi este contexto que despertou em Adam Penenberg, da Forbes Digital o desejo de investigar os acontecimentos e chegar à conclusão de que as notícias eram forjadas.

Inevitavelmente o repórter Stephen Glass foi demitido e os seus trabalhos foram investigados, chegando-se à conclusão de que das 41 histórias publicadas nos três anos de atuação, 27 foram parcialmente ou integralmente inventadas.

O glamour que a profissão parece oferecer aos melhores profissionais da área provoca, em geral nos estudantes recém-formados, a vontade incessante de querer fazer sucesso. Para tanto, os profissionais precisam ter ética e responsabilidade jornalística, sabendo definir claramente qual o papel dele perante a sociedade. Ter certeza do fato, fazer uso de fontes seguras e publicar as notícias apenas depois de fazer as checagens necessárias são algumas das atitudes que devem ser tomadas pelos jornalistas que não desejam ter o mesmo fim que a personagem central do filme.

Acima da farsa está a capacidade de encontrar na realidade elementos suficientes para produzir boas matérias, capazes de agradar os leitores e levar o jornalista à fama. O filme portanto trás lições diversas para a compreensão do universo jornalístico e das atitudes que podem arruinar um profissional.